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Aos 72 anos, idoso luta arte marcial após sofrer câncer e três infartos

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Manoel Santos Silvério encontrou no esporte força para superar doenças. 'A luta é minha vida e não vou deixar de lutar', afirma idoso.

Apesar de ter sofrido câncer no intestino, três infartos e de ter Mal de Parkinson há 13 anos, o idoso de 72 anos Manoel Santos Silvério Neto não deixou de praticar atividade física e viu no Hapkido, arte marcial coreana especializada em defesa pessoal, a força para enfrentar os problemas de saúde. Três vezes por semana ele auxilia o filho, que é mestre na arte marcial, a dar aulas em uma academia de Itapetininga (SP). Para ele, o auxílio é como se fosse uma espécie de tratamento para a doença.

Luto desde adolescente e sei que estou vivo porque sempre pratiquei exercício físico. Já sofri infarto e até câncer. Mas ainda bem que me recuperei. O Mal de Parkinson, que tenho há 13 anos, está controlado por conta da atividade física. Todos os dias acordo cedinho para fazer alongamento e abdominal. Já no período da tarde e a noite, eu auxilio meu filho na academia e é ótimo para mim. A luta é minha paixão e eu vi no Hapkido uma forma de me tratar”, conta.

Manoel contou, em entrevista ao G1, que sua paixão por luta começou quando adolescente. “Era fã de um lutador italiano e, então, comecei a lutar boxe. Depois lutei judô, karatê, jiu jitsu e conheci o Hapkido. Apresentei a arte para meu filho quando ele tinha sete anos. Hoje, ele é mestre, abriu a academia e eu comecei a treinar na modalidade em 2000. Meu filho é meu orgulho. Agora, é ele quem me ensina a lutar”, conta.

Para o filho, ter o auxílio do pai na academia e ensiná-lo sobre a arte é uma honra. “É fantástico porque foi ele quem me levou para a primeira aula de Hapkido em 1980. O fato de ensinar meu pai agora é uma honra. Abri a academia em 1990 e cada aula é especial. Ela é um lutador ativo e é faixa preta em Hapkido”, afirma o professor Marcos Silvério.

E por ser ativo, Manoel foi escolhido para carregar a tocha olímpica em Itapetininga. “É uma honra ter aulas com ele. Ele é faixa preta por mérito e é bastante focado na luta, apesar da idade. Que bom que o escolheram para levar a tocha”, conta o vigilante Marcelo Camargo, que pratica Hapkido.

Lucas Carlos Correa também é aluno na academia, nasceu com hidrocefalia e tem pouco movimento nas pernas. Foi com o Manoel que ele aprendeu a lutar Hapkido. “É sempre muito bom aprender a lutar. No começo era mais difícil, mas agora comecei a me acostumar”, diz.

Para Manoel, a luta é sua vida. “Durante toda minha vida trabalhei em outras áreas, como comerciante e gerente de loja. Porém, eu nunca deixei de lutar. Mesmo tendo sofrido câncer, infarto e ter Mal de Parkinson, eu não vou deixar de lutar nunca. A luta é minha vida”, afirma.

 

 

Fonte: G1

 

 

 

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