Repórter Católico 01/11/25

O Dia de Finados, 02 de novembro, é um momento de reflexão sobre a brevidade da vida, a memória de quem partiu e a importância de cultivar valores que conectam as pessoas ao presente e ao próximo. Para a Igreja Católica, a data reforça a esperança na vida eterna e a comunhão entre vivos e mortos, convidando todos a refletirem sobre a finitude e o legado que deixam.

Confira os horários das Celebrações de Finados nos cemitérios da cidade de Jequié:

São João Batista no alto do cemitério, às 6 da manhã;

Sebastião, localizado no bairro do Curral Novo, missas às 7h e às 11h;

São Lázaro, no bairro do Jequiezinho, às 7h;

Cemitério da Cachoeirinha às 7h.

Finados e Todos os Santos estão no calendário das igrejas cristãs, embora celebrados com ritos e interpretações diferentes. Não é este o lugar de aprofundar as questões do Purgatório e o conceito de intercessão dos santos ou oração pelos falecidos.. Vale a pena meditar na reflexão teológica (que traz uma revisão desses conceitos) da parte final de uma carta de Bento XVI (Spe Salvi, de 2007,n41-48). É lamentável que revistas e sites (tanto católicos como outros) preferem acusar os outros e suas tradições diferentes. Sem reflexão teológica, não vão além da repetição de “doutrinas” (as próprias são verdadeiras, as outras, falsas). Divulga-se muito “jornalismo teológico” e poucos estudos teológicos, como o acima citado. Também vale a pena conhecer o famoso texto sobre a oração de intercessão, escrito por um mártir de nosso tempo: o teólogo e Pastor luterano Dietrich Bonhoeffer que, resistindo a Hitler, acabou condenado à morte.

Independentemente das tradições cristãs, que são diversas (em suas histórias e interpretações), voltemos à Palavra que é comum a todas as confissões. Lemos no Apocalipse sobre uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar (…) Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro. Eles são “todos os santos”, figuras para nós da esperança, do amor e da fé no único Redentor, o “Cordeiro”. Nele temos a “comunhão dos santos”, conforme professamos no Credo.

A morte continua a ser um mistério tão grande quanto o mistério da vida, da qual, aliás, faz parte. Os mortos não podem ser representados como zumbis de cinema. Cemitério não é um lugar de bruxas e “almas penadas”. Os objetos de medo, se “exteriorizados” na tela ou nos livros, ajudam as crianças a superar os próprios medos interiores. Não se vai ao cemitério no Finados para “oferecer” flores aos mortos, que delas não precisam, mas enfeitamos o lugar, símbolo de seu repouso e sua paz. Somos nós que temos saudades, recordamos com carinho nossos mortos e a falta que nos fazem. Finados serve, enfim, para reavivar em nós a única esperança que temos, conforme as palavras de Jó, de Paulo e do próprio Mestre:
· Eu sei que o meu redentor está vivo, e que se levantará sobre o pó; e mesmo destruída esta minha pele, é na minha carne que verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros”.(livro de Jó 19, 23-27)

· Se morremos com Cristo cremos que também viveremos com ele. Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte não mais poder (Rm6,8)
· Esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. (Jo 6,37-40).

Que Jesus nos ajude a sermos puros, e, portanto, preparados para quando chegar a nossa hora de partirmos. Que Jesus nos dê força para sermos fiéis e assim estaremos preparados para o fim da nossa existência, preparados para sermos finados. Amém!