Por Kristina Millare
Tensões políticas nacionais dividiram os venezuelanos que estiveram em Roma para a canonização dos dois primeiros santos do país, José Gregorio Hernández e madre Carmen Rendiles Martínez no domingo (19).
Uma delegação do governo venezuelano encabeçada por Carmen Meléndez, prefeita de Caracas, e centenas de peregrinos do país latino-americano estavam entre as 70 mil pessoas que compareceram à canonização celebrada pelo papa Leão XIV na praça de São Pedro, no Vaticano.
No fim de semana, ativistas ligados ao movimento político de oposição Vente Venezuela, liderado pela vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, divulgaram publicações na rede social Instagram destacando sua causa para libertar centenas de homens e mulheres que são presos políticos.
Os ativistas levavam cartazes com fotos de homens e mulheres detidos pelo governo de Maduro com o slogan “Libertem todos os presos políticos” num protesto no último sábado (18) na Piazza del Risorgimento, uma praça perto do Vaticano, e na cerimônia de canonização feita no último domingo (19) na praça de São Pedro.
Na semana passada houve uma discussão pública entre Edgar Beltrán, jornalista venezuelano que cobre a Santa Sé, e o empresário venezuelano Ricardo Cisneros, membro da delegação do governo venezuelano presente na canonização, num evento na Universidade Lateranense de Roma para homenagear os dois novos santos.
