Foto arquivo RC
Repórter Católico 23/06/26
Que as nossas palavras sejam inspiradas nas palavras do Evangelho
Nesta quarta-feira (24/06), a Igreja católica festeja, comemora, o nascimento de João Batista. Este fato histórico foi motivo de grande alegria entre os parentes e vizinhos. E naquele dia aconteceu um grande milagre. A língua do seu pai Zacarias se soltou e ele voltou a falar normalmente como antes.
Que Deus solte também a nossa língua, que embora não pareça, ela está presa. Nós não falamos de Deus e de Jesus muito menos do Evangelho em nossas conversas com os nossos amigos e parentes.
Que o Pai nos ajude a soltar a nossa voz, e dizer palavras de conforto, de coragem de ânimo aos nossos amigos em nossas conversas.
Que as nossas palavras ajudem os nossos irmãos e irmãs, a resolverem os seus problemas que são obstáculos naturais e normais a que temos de enfrentar no nosso dia a dia.
Que as nossas palavras sejam inspiradas nas palavras do Evangelho. Que evitemos as ofensas, as fofocas, e somente proferimos palavras verdadeiras, palavras de fé, de gratidão, de perdão, de muita fraternidade, bondade e acima de tudo, de conversão. Ou seja, que as nossas palavras incentivem os nossos amigos a buscar a conversão, a viver o Evangelho.
Vamos dizer as palavras certas, na hora certa aos nossos amigos e parentes. Palavras sinceras, ditas com toda certeza e honestidade de quem deseja o bem para o outro e para a outra, sem visar nenhuma recompensa ou nenhum tipo de interesse.
O evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 1,57-66.80, relata mais um dos fatos que marcaram o conjunto de acontecimentos que caracterizaram o clima de espera pelo Messias. Trata-se do nascimento do profeta João Batista, ao qual Deus confiou a missão de anunciar O Messias Jesus Cristo.
Foi assim. Zacarias era um sacerdote, cuja esposa chamava-se Isabel, a qual era estéril e não podia ter filhos. Esse casal vivia pedindo a Deus em suas preces diariamente, um filho, porém a idade foi chegando e ambos já estavam desanimados, quando lhe apareceu um anjo do Senhor, que disse que suas preces foram ouvidas e sua esposa iria ter um filho, o qual deveria se chamar João. Mas Zacarias ficou em dúvida por causa da sua idade avançada, e disse ao anjo: Donde terei certeza disto? Pois sou velho e minha mulher é de idade avançada.
Diante desse vacilo de fé por parte de Zacarias, o anjo não gostou e aplicou-lhe um castigo temporário, para que ele não duvidasse mais.
Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito às minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo.
Fico pensando. Se fosse hoje com qualquer um de nós, por maior que fosse a nossa fé, será que não duvidaríamos também? Chega um anjo, que provavelmente não estaria de asas, mas sim um rapaz com vestimenta normal, e diz que algo muito difícil, para não dizer impossível, iria me acontecer. Como por exemplo, que eu iria ser convidado para jogar na seleção e que faria muito sucesso… Realmente, essa notícia daria para balançar por um instante a nossa fé, e pensaríamos. Espere um momento. Eu ouvi isso mesmo? Ou coisa desse tipo. Poderíamos questionar a veracidade da identidade do anjo. Por um instante poderíamos nos esquecer de que para Deus nada é impossível, e fazer um pergunta semelhante a de Zacarias ao anjo. – Como? Estou velho demais, meu tempo já passou…
Mas Zacarias e sua esposa viveram o grande milagre que aconteceu pela graça de Deus. Algum tempo depois Isabel, sua mulher, concebeu; e por cinco meses se ocultava, dizendo:
Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens.
Por isso, prezado irmão, prezada irmã, hoje quando for rezar, reze com fé. Deus pode tudo. Se ainda não lhe deu aquilo que você tanto pede e espera, não desanime, e continue pedindo.
Redação RC/Texto do saudoso missionário José Salviano

