Repórter Católico 30/05/26
Na noite de quinta-feira, 28 de maio, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia realizou, no Santuário Cristo Rei e São Judas Tadeu, na Baixa de Quintas, a Celebração Eucarística de posse da nova presidência da Comissão Arquidiocesana de Diáconos (CAD). A Santa Missa foi presidida pelo bispo auxiliar, Dom Gilvan Pereira Rodrigues, referencial dos diáconos permanentes, e concelebrada pelo reitor do Santuário, padre Renato Minho; pelo padre Filip Jacques, assistente eclesiástico dos diáconos; e pelo padre Valter Ruy, coordenador da Pastoral Presbiteral.
A Eucaristia reuniu diáconos, familiares e membros da comunidade arquidiocesana em um momento marcado pela fé, unidade e renovação do compromisso ministerial. Durante a Missa, foi realizada a solenidade de posse da nova presidência da Comissão Arquidiocesana de Diáconos, responsável por colaborar na animação e organização da caminhada diaconal na Arquidiocese.
Tomaram posse os seguintes diáconos: Adilson Gomes Nascimento, como presidente; Itamar Mendes Souza Filho, vice-presidente; Sérgio Roberto Duarte de Assumpção, secretário-geral; Raimundo José Lima Valverde, tesoureiro; e Carlos Augusto Pereira Barbosa, integrante do Conselho Fiscal.
Na homilia, Dom Gilvan refletiu sobre a passagem evangélica de Bartimeu, destacando a transformação da cegueira para o discipulado como sinal da caminhada cristã e também da missão do diaconato permanente. O bispo ressaltou que, desde a restauração do diaconato permanente pelo Concílio Vaticano II, a Igreja compreende este ministério como expressão visível de Cristo Servo no mundo, chamado a ser ponte entre o altar e a sociedade.
Dom Gilvan destacou que o diácono é chamado a viver a caridade como essência do ministério, estando atento às novas formas de sofrimento e exclusão presentes na sociedade contemporânea, como a solidão dos idosos, os desafios enfrentados pelos jovens, as dependências químicas e as dificuldades sociais que atingem tantas famílias. Dom Gilvan também recordou que os diáconos devem ser presença missionária nas periferias existenciais, levando a proximidade da Igreja a hospitais, presídios, ambientes de trabalho e comunidades mais vulneráveis.
O bispo enfatizou ainda que a família deve permanecer como prioridade na vida do diácono permanente, recordando que o matrimônio precede o ministério diaconal. Além disso, incentivou os diáconos a testemunharem o Evangelho também no ambiente profissional, por meio de uma atuação ética e comprometida com os valores cristãos.
Ao abordar os desafios da evangelização no contexto atual, Dom Gilvan chamou atenção para a importância da fidelidade ao Evangelho e do compromisso com a comunhão eclesial, especialmente em tempos marcados por polarizações e debates nas redes sociais. Segundo o prelado, o ministério diaconal deve contribuir para acolher, unir e curar feridas dentro das comunidades.
A formação permanente dos diáconos também foi destacada como necessidade diante das questões sociais, humanas e bioéticas contemporâneas. Por fim, Dom Gilvan alertou para o perigo do clericalismo, recordando que o diácono não deve buscar prestígio ou poder, mas permanecer fiel à missão do serviço, e que a principal vocação do diácono é levar ao altar as dores e desafios do povo e, ao mesmo tempo, conduzir ao povo a esperança e a bênção que vêm de Deus.
À nova presidência, Dom Gilvan incentivou a conduzir os trabalhos da comissão com espírito de comunhão, dedicação e testemunho cristão.
Fotos: arquivo da CAD e Pascom do Santuário Cristo Rei e São Judas Tadeu

